quinta-feira, 13 de abril de 2017

Jornada Infinita...

Faz uns bons pares de anos que eu trilho (tento) o meu caminho dando uma atenção especial ao autoconhecimento. Nos últimos anos posso dizer que tive fases um pouco distantes umas das outras, no que tange o conhecer a mim mesma. Esse ano, porém, parece que essa coisa toda se (re) despertou em mim, mas de uma maneira muito mais equilibrada, atenta, madura... O conhecer a si mesmo é uma jornada infinita. E saber que temos o tempo da eternidade para nos descobrirmos, redescobrirmos, pensarmos e repensarmos sobre antigos conceitos e pré-conceitos sobre os inúmeros dogmas que nos são impostos desde quando somos pequeninhos, nos dá uma paz incrível. Não há pressa para esta busca, pois, afinal de contas, o tempo é o das estrelas.
Vivemos, por aí, julgando um e outro, não é mesmo? Dando pitaco na vida do fulano. Querendo aconselhar a melhor maneira de se viver para o cicrano, mas e nós mesmos? Esquecemos o quanto temos que aprender sobre a nossa própria essência e nossas atitudes, crenças e verdades, que o alvo vira o outro. E isto é um erro. Eu estou buscando, cada vez mais, olhar para o meu umbigo, ao invés de ficar me preocupando com o que o outro faz ou deixa de fazer. Sei que, muitas vezes, isso se torna difícil. Principalmente quando este outro se trata de alguém que amamos muito. O nosso julgar que um amigo ou familiar está tomando decisões errôneas, ou agindo de maneira contrária ao que acreditamos ser certo é, muitas vezes, torturante e triste também... Porém, a vida de cada um diz respeito a ele mesmo. Não podemos e não temos o direito de interferir no livre-arbítrio de ninguém. Seja quem for!
Quanto mais compreendermos e internalizamos que cada pessoa está em um momento evolutivo, menos teremos vontade de interferir na caminhada dela. Quero dizer com isso que, algumas vezes estamos em um nível evolutivo em que já passamos e aprendemos sobre algo que o nosso semelhante ainda não vivenciou e, por isso, ele ainda comete equívocos em relação a isso. E vice-versa também! Muitas vezes é difícil termos um entendimento sobre algo que não nos foi esclarecido ainda, ou que ainda não vivemos... E não tem problema. O importante é sabermos que Deus, o Universo, a energia mágica e cósmica, os extraterrestres, enfim (chamemos como nos for mais confortável ou familiar), em sua infinita sabedoria, compaixão e amor incondicional, nos oferece infinitas possibilidades e chances de – paulatinamente – tomarmos consciência de nosso propósito aqui. Consequentemente, vamos aprendendo, caindo e levantando - quantas vezes forem necessárias – para nos tornarmos seres cada vez mais evoluídos e felizes.
A jornada é contínua, muitas vezes árdua, mas tão enriquecedora! É tão boa essa paz que vamos obtendo ao longo do caminho... E aquela história de que devemos aproveitar o percurso é muito verdadeira, viu? A nossa maior missão aqui nesse planeta escola é a de sermos felizes! E devemos entender que isso deve ocorrer de dentro para fora e durante todo o trajeto, não somente em comparações com o outro, nem restrito aos finais de semana, feriados, ou ao nos aposentarmos... Que jamais nos esqueçamos disso!
Desejo um feliz caminho para todos nós! Lembrando que o momento de sermos felizes é sempre O AGORA, combinado? =D

Namastê e muito obrigada! _/\_

sábado, 21 de janeiro de 2017

Sobre escolhas...

Acho que quase sempre tive certa dificuldade em aceitar o que o senso comum defende: na vida temos que trabalhar muito e é o normal trabalharmos no que não gostamos, afinal, precisamos comer, pagar contas, comprar coisas e, no final de semana (só o domingo para a maioria das pessoas), caso não estejamos cansados ao extremo, poderemos descansar (ou não), nos divertir (ou não) e viver (ou não). A vida é assim... (Aff!) E quanto mais o tempo vai passando, menos consigo digerir esse tipo de pensamento... Como assim trabalhar a vida inteira em algo que não gostamos ou que suportamos? Como assim precisamos fazer faculdade, mestrado, doutorado e ter o sonho profissional de passar em um concurso público? Veja bem, não estou dizendo que isso não pode ser o sonho de alguém. Claro que pode! Apenas quero reafirmar o que tenho dito nos últimos anos: respeite as escolhas e sonhos dos outros. O que é sinônimo de felicidade para mim, não necessariamente será para o outro. Simples assim. E se meu sonho for trabalhar no comércio? E se o meu sonho é ter pós-doutorado no exterior e dar aula em uma universidade? E se o meu sonho é fazer artesanato e viver com o que ganho no dia? E se eu sonhar em ser mãe? E se nem passar pela minha cabeça a hipótese de gerar uma vida? Posso querer adotar somente, não posso? Também posso não querer. Posso querer ter somente 1 par de calçados e três mudas de roupas? Posso! Posso repetir a mesma roupa umas 3x por semana? Posso! Posso querer ter 20 pares de calçados e trocar as peças do meu guarda-roupa a cada nova estação ou coleção ditada pela moda? Posso! Posso largar tudo e viver viajando pelo mundo? Sendo voluntária, trabalhando no que der pra continuar minha viagem ou com meus pais me patrocinando? Posso! Posso querer viver de ser bonita, cultuando o corpo, seguindo o que a mídia dita (lembrando que todos somos influenciados pela mídia, em menor ou maior escala... Aceita!)? Posso! Posso querer ter uma banda, ser músico, produtor, ator, artista plástico, mesmo sabendo o quão difícil é ser reconhecido por isso e, mais ainda, viver da minha arte? Posso! E posso ser engenheiro, médico, terapeuta, manicure, etc, etc e etc? Posso! Desde que eu esteja sendo honesta comigo mesma (principalmente!) e esteja respeitando as pessoas ao meu redor, qual-o-pro-ble-ma??? Obviamente não sou tão radical assim, compreendo que pais se preocupam conosco, nosso futuro, e outras pessoas que nos amam e querem o nosso bem, também! Porém, saibamos reconhecer as habilidades e sonhos genuínos daqueles que amamos. Quem sabe se, ao invés de impor que nossos filhos escolham uma profissão por status, poder, dinheiro, nós não trabalhamos a nossa sensibilidade em olhar mais no fundo dos olhos deles para percebermos o que faz o coração dele pulsar e não escolhemos os apoiar?
Claro que, mesmo seguindo os nossos sonhos, sejam profissionais ou pessoais, nem sempre a jornada será fácil... No entanto, a vida de cada um tem que ser vivida pelo próprio sujeito... Não podemos andar com as pernas dos nossos pais, amigos, familiares, amores... E vice-versa! Enfim, nem era minha intenção me alongar tanto, mas só dizer que tentemos julgar menos os outros e até a nós mesmos. E tudo isso que eu escrevo serve para mim também, pois não é fácil não julgar, não dar palpite na vida dos outros levando em consideração a nossa própria vida, não é mesmo?

Finalizo fazendo um "pedido" seguido de uma pergunta que já fiz em outros textos meus e que, regularmente, faço a mim mesma: Respeite TUAS próprias escolhas...Elas realmente têm sido tuas?

P.S.: confesso que estou tentando descobrir quais são as minhas. Ainda que, com um canudo na mão e dois empregos, estou longe de estar vivendo como quero... Isso não apaga a gratidão por ter o que tenho e, todos os dias, estar aprendendo. Porém, permaneço com minhas buscas...

Mitcheia Guma.      

(Re)começando a (re)aprender a escrever!

Recomeço, hoje, minhas escritas... Há tempos que não ouso rabiscar uma linha sequer como fazia antes... Sempre fui assim: tinha épocas em que escrevia enlouquecidamente! Depois, era como se tivesse "brancos criativos" e nada saía dessa cabecinha meio maluquinha (risos). A verdade é que sempre quis ir além... Tenho o sonho meio doido de escrever um livro, mas ainda não tenho maturidade para isso. Isto é, não estou devidamente lapidada para ser uma escritora com "E" maiúsculo, por assim dizer... Por enquanto, me arriscarei a escrever algumas linhas meio tortas desejando tocar corações e, quem sabe, ajudar a mim -e a quem se encorajar em me ler- a refletir, sonhar, criticar, duvidar e, juntos, nos (re)descobrirmos... Pensemos nisso como um laboratório de escrita, ok? Estou enferrujada, então sejam compreensivos... 😜 Aceito críticas e sugestões! 😉
Vamos comigo?

Bem-vindos ao meu mundo! 💜